3 de agosto de 2016

Você pode ser o que quiser!

Não sou formada em Psicologia, nem guru motivacional, sou uma pessoa que como algumas de vocês já teve algum sonho ceifado pelo medo, pelos outros, por si mesmo, pelo mundo!

Todos os dias, chovem padrões que devemos seguir para sermos aceitos, vistos, amados, admirados, mas nem sempre esse padrão é o que rege a nossa personalidade!

Mas os seguimos, porque viver em sociedade é preciso, uma necessidade. Crescemos, ouvindo que para sermos alguém na vida, além de cifrões, precisamos nos sujeitar a coisas fora daquilo que acreditamos, só para caber nesse "molde" imposto por aqueles que por algum motivo que só a história explica teima em achar (algumas vezes tendo certeza) que tem poder sobre nós!

Do corpo esbelto ao corte de cabelo, da faculdade à profissão a seguir, todo esse tipo de indução de maneira subliminar é imposta sobre nós todos os dias através dos meios de comunicação de massa.

Faça isso que dá dinheiro, não faça aquilo porque não é bem visto! Olha, pra você conseguir aquele cara, basta fazer isso, isso e isso. Sabe aquele shortinho maroto? Só as magras podem usar. Seu sonho é ser atriz? Não vá adiante se você for baixinha! Quer ser publicitária e trabalhar naquela agência foda? Não vá se não tiver quem te indique.

O que eu quero dizer sobre tudo isso é que: FODA-SE, você pode ser o que quiser! Vai demandar mais esforço, mas vai ser um esforço que vai valer muito a pena!



Digo por experiência própria.

Já podei sonhos, meu modo de pensar, meu falar só pra agradar pessoas que simplesmente não se importavam comigo! Fazer isso - tentar agradar os outros, me anulando - tirou uma parte da minha história que se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje, ah, como seria diferente.

Eu sempre fui meio maluquinha, estranha até! Ainda sou!

Sempre me senti diferente, mas não um diferente bom, sabe!? Um diferente péssimo!

Detestava-me por ser baixinha, por ser nariguda (nem sou nariguda assim gente!), por não usar a roupa da moda, por não ser popular, por ter pessoas que me faziam me sentir mal comigo mesma simplesmente porque eu não era como elas. E se detestar, gente, gera tantos conflitos internos e ingratidão para com a vida que Deus nos deu. Gera uma insegurança, gera tanto desperdício de oportunidades, gera tantas nóias também...

Posso assumir agora que eu tive um sério problema de baixa autoestima (assumir isso tá me doendo um pouco, mas vamos que vamos), não posso dizer que estou curada, se amar apesar de todo o resto dizer que você é toda errada é um exercício constante, exaustivo, que demanda vários treinos e papos com Deus, vários jogos de autoconhecimento, várias colheitas de amor próprio nas diversas situações que pedem nosso "pulso firme" nas tomadas de decisões e controle de nossa própria vida, mas acontece para aqueles que querem sair desse loopping doloroso que é acreditar em tudo que a sociedade impõe a você como regra, quando você é uma pessoa única, com suas próprias demandas e características.



Eu só consegui sair desse loopping doloroso, quando eu passei a - duras penas - a parar de me importar tanto com que os outros possam pensar de mim e comecei a viver e a ser genuinamente eu mesma, não de uma vez, mas em doses homeopáticas e de maneira seletiva, para até eu me acostumar comigo mesma. Eu era o tipo de pessoa que calculava cada comportamento para não atrapalhar ninguém, não aborrecer, não sobressair, tinha até medo de ir bem nas coisas, com medo de causar desconforto e dar a impressão que estava me sentindo, não que eu deixasse de fazer as coisas bem feitas, mas eu não comemorava, ficava na minha, para que a minha felicidade, minha alegria não doesse em ninguém. Até hoje eu tenho problema com elogios, fico meio desacreditada kkkkkkkkk, é comigo mesmo???

Mas não tanto quanto antes, rsrsrs!

A autoconfiança dá um poder tão grande, te dá um brilho, te dá uma luz ^_^! Imuniza-te contra tudo que pode te ferir sem você merecer. Porque quando você acredita em você mesmo, não há idiota no mundo o que você pensa ser o certo para você e em você.

O mundo está sofrendo uma inversão de valores terrível, onde o externo é mais valorizado que o a essência, a parte que realmente importa. É triste, mas é a realidade.

Mas não podemos seguir essa maré, de querer ser visto pelo que se é por fora, querer mudar coisas em você que não precisa ser mudadas só para agradar aos outros, á pessoas que participam de uma parcela da sua vida mas não compartilham sua dor, não possuem empatia por você, enfim, mude pelo que vale a pena, por quem vale a pena e só se você realmente quiser isso!

Batalhe por aquilo que você acredita, aquilo que você acha certo para você, transforme seus sonhos que muitos julgam impossíveis em realidade! Supere eles. Não tenha medo de ser você mesmo, mesmo que você não se encaixe nos padrões.

Será que eu enrolei muito? Deu pra entender o que eu quis dizer?

Não consigo escrever textinho! Rsrsrs!

Esse texto foi mais um desabafo/reflexão, do que qualquer outra coisa!

Se você chegou até aqui, muito obrigado pelo seu tempo!

Um abraço ^_^ Bem apertado e cheios de pontos de exclamação!

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