4 de janeiro de 2017

Criando Vaidade – O Projeto

E aê pessoas, tudo bem?

Quanto tempo, não é mesmo? Que saudade daqui!

Meu cantinho está sem postagem desde agosto de 2016.
O motivo do meu sumiço possui três palavras que deixam 90% dos participantes de cabelo em pé e os outros 10% já se encontram carecas, deitados em posição fetal, pedindo ao Deus dos Trabalhos Acadêmicos, uma garrafa de milagre e duas doses de misericórdia.

Não lembro se já contei aqui, mas até novembro desse ano ,que não acaba nunca, eu era uma estudante de Publicidade e Propaganda e hoje eu já estou formada – 9,5 de média – arrá, uhul, DP passou vontade!

Claro, formada assim né, se o sistema abençoado da minha querida instituição de ensino não cagar na análise das minhas horas complementares, rsrsrsrs, lágrimas, cara de paisagem!
Explicações dadas, vamos ao asssunto que dá nome ao post.

CRIANDO VAIDADE – O PROJETO.

Nesse post aqui, eu expliquei a escolha do nome do blog mas percebi que esse nome é mais que um nome, é um propósito.

Explico:

Eu nunca fui muito vaidosa, os cuidados comigo são os básicos, porém de um tempo para cá, os básicos não estão sendo suficientes.

Meu cabelo está o ó do borogodó;



Meu peso não está aguentando o próprio fardo;




Minhas unhas estão se roendo de insatisfação;



Minhas roupas estão pedindo pra sair;



Minhas Makes estão implorando descanso, aquele descanso de leve na 3ª divisão.



Diante dessas constatações resolvi compartilhar além dos meus post desabafos/papos sérios, posts mais descontraídos, como eu tentando ser fitness, com cabelo de princesa, makes bafônicas e roupas para nenhuma Miranda Priestly botar defeito, kkkkkkkkkkkkkk!



Brincadeiras a parte, eu vou compartilhar com vocês a minha jornada pra ficar de bem com o espelho, pra ficar bem com todo mundo e principalmente comigo mesma!

E é isso!

Um forte abraço e até o próximo post.

Com carinho,
Palluh ♥

3 de agosto de 2016

Você pode ser o que quiser!

Não sou formada em Psicologia, nem guru motivacional, sou uma pessoa que como algumas de vocês já teve algum sonho ceifado pelo medo, pelos outros, por si mesmo, pelo mundo!

Todos os dias, chovem padrões que devemos seguir para sermos aceitos, vistos, amados, admirados, mas nem sempre esse padrão é o que rege a nossa personalidade!

Mas os seguimos, porque viver em sociedade é preciso, uma necessidade. Crescemos, ouvindo que para sermos alguém na vida, além de cifrões, precisamos nos sujeitar a coisas fora daquilo que acreditamos, só para caber nesse "molde" imposto por aqueles que por algum motivo que só a história explica teima em achar (algumas vezes tendo certeza) que tem poder sobre nós!

Do corpo esbelto ao corte de cabelo, da faculdade à profissão a seguir, todo esse tipo de indução de maneira subliminar é imposta sobre nós todos os dias através dos meios de comunicação de massa.

Faça isso que dá dinheiro, não faça aquilo porque não é bem visto! Olha, pra você conseguir aquele cara, basta fazer isso, isso e isso. Sabe aquele shortinho maroto? Só as magras podem usar. Seu sonho é ser atriz? Não vá adiante se você for baixinha! Quer ser publicitária e trabalhar naquela agência foda? Não vá se não tiver quem te indique.

O que eu quero dizer sobre tudo isso é que: FODA-SE, você pode ser o que quiser! Vai demandar mais esforço, mas vai ser um esforço que vai valer muito a pena!



Digo por experiência própria.

Já podei sonhos, meu modo de pensar, meu falar só pra agradar pessoas que simplesmente não se importavam comigo! Fazer isso - tentar agradar os outros, me anulando - tirou uma parte da minha história que se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje, ah, como seria diferente.

Eu sempre fui meio maluquinha, estranha até! Ainda sou!

Sempre me senti diferente, mas não um diferente bom, sabe!? Um diferente péssimo!

Detestava-me por ser baixinha, por ser nariguda (nem sou nariguda assim gente!), por não usar a roupa da moda, por não ser popular, por ter pessoas que me faziam me sentir mal comigo mesma simplesmente porque eu não era como elas. E se detestar, gente, gera tantos conflitos internos e ingratidão para com a vida que Deus nos deu. Gera uma insegurança, gera tanto desperdício de oportunidades, gera tantas nóias também...

Posso assumir agora que eu tive um sério problema de baixa autoestima (assumir isso tá me doendo um pouco, mas vamos que vamos), não posso dizer que estou curada, se amar apesar de todo o resto dizer que você é toda errada é um exercício constante, exaustivo, que demanda vários treinos e papos com Deus, vários jogos de autoconhecimento, várias colheitas de amor próprio nas diversas situações que pedem nosso "pulso firme" nas tomadas de decisões e controle de nossa própria vida, mas acontece para aqueles que querem sair desse loopping doloroso que é acreditar em tudo que a sociedade impõe a você como regra, quando você é uma pessoa única, com suas próprias demandas e características.



Eu só consegui sair desse loopping doloroso, quando eu passei a - duras penas - a parar de me importar tanto com que os outros possam pensar de mim e comecei a viver e a ser genuinamente eu mesma, não de uma vez, mas em doses homeopáticas e de maneira seletiva, para até eu me acostumar comigo mesma. Eu era o tipo de pessoa que calculava cada comportamento para não atrapalhar ninguém, não aborrecer, não sobressair, tinha até medo de ir bem nas coisas, com medo de causar desconforto e dar a impressão que estava me sentindo, não que eu deixasse de fazer as coisas bem feitas, mas eu não comemorava, ficava na minha, para que a minha felicidade, minha alegria não doesse em ninguém. Até hoje eu tenho problema com elogios, fico meio desacreditada kkkkkkkkk, é comigo mesmo???

Mas não tanto quanto antes, rsrsrs!

A autoconfiança dá um poder tão grande, te dá um brilho, te dá uma luz ^_^! Imuniza-te contra tudo que pode te ferir sem você merecer. Porque quando você acredita em você mesmo, não há idiota no mundo o que você pensa ser o certo para você e em você.

O mundo está sofrendo uma inversão de valores terrível, onde o externo é mais valorizado que o a essência, a parte que realmente importa. É triste, mas é a realidade.

Mas não podemos seguir essa maré, de querer ser visto pelo que se é por fora, querer mudar coisas em você que não precisa ser mudadas só para agradar aos outros, á pessoas que participam de uma parcela da sua vida mas não compartilham sua dor, não possuem empatia por você, enfim, mude pelo que vale a pena, por quem vale a pena e só se você realmente quiser isso!

Batalhe por aquilo que você acredita, aquilo que você acha certo para você, transforme seus sonhos que muitos julgam impossíveis em realidade! Supere eles. Não tenha medo de ser você mesmo, mesmo que você não se encaixe nos padrões.

Será que eu enrolei muito? Deu pra entender o que eu quis dizer?

Não consigo escrever textinho! Rsrsrs!

Esse texto foi mais um desabafo/reflexão, do que qualquer outra coisa!

Se você chegou até aqui, muito obrigado pelo seu tempo!

Um abraço ^_^ Bem apertado e cheios de pontos de exclamação!

2 de agosto de 2016

Um Retrospectiva Super Atrasada ¬¬

Estava aqui perambulando pelos posts antigos do meu abandonado blog e encontrei uma lista que eu fiz em 2014 a respeito de 14 coisas para ser em 2014.

Resolvi revê-la, e ver o que deu certo e o que não deu...

Lembro que quando fiz essa lista eu não estava com o computador que estou hoje e que eu estava super entusiasmada em retomar as postagens do blog através do Grupo " RotaRoots", extinto, porém honrado, rsrsrs. Era um grupo amorzinho com foco em blogagem de raiz, aquela blogagem despretensiosa com o o único intuito de se divertir, compartilhar coisas interessantes sem motivação comercial e tals.

Mas voltando, eis a lista de 14 coisas para ser em 2014:

01. Mais Vaidosa
 
Não sou nenhuma relaxada que sai descabelada na rua, mas sabe quando  percebe que algo em você precisa mudar? Que o que você anda vendo ultimamente no espelho não está agradando a ponto de você nem colocar sua foto no perfil do seu próprio blog?
Então, não é a toa que o nome do blog hoje é CRIANDO VAIDADE!

2016 - Yay, tarefa parcialmente concluída,rsrsrs. Estou mais vaidosa? Simmm, mas ainda falta uns anos luz para eu me considerar a Super Mina, rsrsrs, estou gostando mais de mim, minhas roupas melhoraram um pouco, mas ainda não está do jeito que eu quero! Armário Cápsula Vem Ni mim!!!

02. Mais Observadora
 
Depois de dois sonhos muito ruins decidi observar mais, muito mais quem anda do meu lado, não é nem por desconfiança é só pra ter certeza de quem anda junto comigo quer realmente meu bem. Observar mais, falar menos!

2016 - Nem lembro mais como foi esse sonho, mas lembro que eu procurei o significado e não era coisa boa não! Fiquei mais observadora? Simmm, bem mais observadora, e percebi que quando paramos para observar certas coisas, nos decepcionamos bastantes, nos faz rever certos comportamentos e atitudes que não traz nenhum benefício pra gente, percebi que estava sacrificando sentimentos por quem não merecia e acabou que isso me abriu bem os olhos.

03. Mais Sociável.


Eu até que me socializo bem, mas tem horas que eu fico com preguiça de certas pessoas, o que ás vezes acho válido, só não posso deixar essa preguiça me dominar, vai que eu sinto preguiça de uma pessoa super legal por simplesmente não ter dado uma chance á ela e a mim também?

2016 - Vamos mudar a palavra preguiça de algumas pessoas, para sem paciência para algumas pessoas! Me tornei uma pessoa mais sociável? Simmm, porém continuo tendo um avesso para certos seres, rsrsrsrs, e eu aprendi a respeitar isso em mim e a superar as consequências de ter esse jeito sabe!? As vezes meu santo simplesmente não bate e não batendo, não trato mal, mas não do audiência, rsrsrs! Paciência!
04. Mais estudiosa.

No ano passado pude finalmente retornar à faculdade no curso que é o sonho da minha vida que é Publicidade & Propaganda, desde os meus 12 anos eu sonho em ser publicitária,  mas quando cheguei na idade de encarar uma faculdade  muitas coisas aconteceram que adiaram de diversas maneiras esse meu sonho, mas uma coisa que eu aprendi é que NUNCA É TARDE PARA APRENDER...
Foi um primeiro ano mágico, com projetos fechados com chaves de ouro e 1º's lugares...

Muita emoção *_*  E que venha o próximo semestre...

2016 - Garota ingênua, rsrsrsrs! O meu 2º ano foi o pior ano de TODOS OS TEMPOS, pensa em um ano miserável para uma estudante universitária! Foi o meu! Fiquei mais estudiosa? Sim fiquei, e fiquei de DP também, tirei notas baixas, surtei com meu grupo na época, trabalhei feito uma louca, tirei nota pra passar. Desculpa, mas não deu! O que me deixa contente é que o 3º ano foi top e agora  o 4º ano (estou no último semestre) apesar de alguns perrengues com a minha abençoada instituição ¬¬  está indo tudo muito bem, obrigada, de nada, amém!

05. Mais Vida Loka


Nada a ver com entorpecentes, só quero brincar mais, rir mais, arriscar mais. Curtir cada suspiro da vida a ponto de ser chamada de maluca, já sou pelo meu Amô, mas eu quero ser chamada em massa, rsrs!

2016 - Várias brisa forte óh! Brinks, eu estou mais solta, não sei se posso chamar de mais vida loka, estou mais desprendida sabe, minha vida está mais leve, estou mais na minha, estilo a música do Jair Rodrigues: " Deixa que digam - Que pensem - Que falem - Deixa isso prá lá..."

06. Uma devoradora de livros
 
Eu amo ler, mas isso no ano passado foi uma das coisas que eu menos fiz, foi um ano muito corrido e cheio de trabalhos da faculdade, me possibilitando somente leituras relacionadas as máterias que eu estava estudando, o que não é ruim, mas eu queria ter lido mais histórias que me entretesse...

2016 - Garota ingenua², não consegui melhorar meus números na leitura, snif, mas foi pelo mesmo motivo de 2013.

07. Melhor que no ano passado.
 
Nosso destino nesse universo é evoluir (minha crença), logo eu quero estar melhor do que o ano passado, olhar pra trás e ficar feliz com o trajeto que eu fiz, alcançar  novos desafios e me jogar neles de coração...

2016 - Todo Pokemon evolui e comigo não poderia ser diferente, melhorei em vários aspectos, descobri coisas novas ^_^, então, missão cumprida, na verdade é uma missão interminável né, porque acredito que melhorar é preciso sempre.

08. Menos Reclamona.
 
Não que eu seja, mas segundo a minha retrospetiva realizada pelo Sir Mark Zukemberg, eu passei o ano mais reclamando do que vivendo. Logo isso precisa mudar...

2016 - Continuo reclamona, porém não fico compartilhando tudo que me desagrada pelo facebook, fazer isso nunca resolveu as fontes dos problemas, então só posto e compartilho aquilo que me agrada e me faz bem, ao invés de ficar choramingando coisas que o facebook não pode resolver!

09. Menos Gorda
 
Não estou exatamente gorda, mas tem uns quilinhos a mais e esses quilinhos estão me incomodando demais, logo, eu tenho que tomar providências quanto a isso, simples!

2016 - kkkkkkkkkkk, continuo gorda, mas com planos de melhorias ^_^ Cross Fit VEM NIMIM. Espero conseguir, rsrsr, porque tá fácil não, saudades dos meus 46 KG, estou quase chegando nos 60 kg e isso para minha altura - 1,50 -  não é muito bom não.

10.  Menos Tímida


Amo comunicação, mas ainda me considero tímida,  mas menos do que já fui, sério, posso dizer hoje que há uns 7 anos atrás que, se eu tivesse procurado ajuda médica com certeza seria diagnosticada com tímidez patológica, ainda bem que com o tempo a gente só melhora.

2016 - Acho que definitivamente sempre serei tímida, descobri que minha personalidade é seletiva, vai ter aquela pessoa com quem eu serei super tímida e vai ter aquela pessoa que eu vou conversar de primeira como se a conhecesse a anos. Vai ter aqueles grupos que eu sempre me sentirei super a vontade em ser 100% eu e vai ter aquele grupo que eu vou entregar menos de 50% do que realmente sou. Não levem isso como falsidade, TODO MUNDO FAZ ISSO, sabemos com que tipo de passo andamos em determinados terrenos, uma vez que os terrenos ultimamente andam uma bela de uma bosta, tudo virando julgamento, motivo de xingamento, ofensas e toda essa droga que estamos vendo por aí!

11. Dona da minha própria vida
 
Sei que para nossa sociedade cheia de padrões impostos, ter 26 anos e ainda querer certas coisas que pessoas de 18 almejam é quase como um tiro no pé e confissão de fracasso, mas ninguém viveu a minha história, nem andou com meus pés, portanto não sabem o que me trouxe até aqui, logo esses, que vão caçar uma pia de louça pra lavar.
Não que eu não seja dona da minha própria vida, mas é que eu tenho tantos sonhos, planos e conquistas a alcançar que parece que em algum momento da minha vida eu perdi muito tempo...

2016 - Talvez a meta mais idiota que eu escrevi, o tempo é sábio e nos ensina suas demandas nos momentos certos, e ele é tão criativo que faz isso diferente pra todo mundo, nenhuma  história é igual a outra, portando os acontecimentos não poderiam ser iguais para todo mundo. Hoje eu posso dizer que sou dona da minha própria vida mesmo batalhando para dar um melhor sentido a ela, mesmo as coisas que eu tenha planejado ainda não tenha caminhado para o que eu desenhei, mas ainda assim me sinto dona da minha própria vida, e digo própria, uma vez que quando não vivemos a nossa vida, vivemos as demandas da vida de outras pessoas, pois não respeitamos nossos limites, nossa história e o que Deus tem para nós que costuma ser sempre melhor do que desenhamos/planejamos.

12. Ser sempre otimista
 
Ser mais otimista que o Pat de 'O lado bom da Vida', não consigo ser pessimista, na maior parte do tempo sempre consigo ver o lado positivo das coisas, sempre, contradições, contradições...

2016 - Isso não mudou, continuo otimista e rindo mesmo depois de rios de lágrimas, acho que isso nunca vai mudar em mim, não consigo dizer se é um lado bom ou um lado bobo demais, o mundo anda tão tenso, que ser otimista pode se tornar uma afronta.

13. Ser mais caridosa
 
Acho que não é somente eu que precisa ser mais caridosa, acho que todos nós.
Estamos em um momento em nossa história como pessoa que não dá só pra ficar indignada, não dá só pra ficar com pena.

Pretendo doar e me doar mais, o retorno para quem é solidário é sempre gratificante.

2016 - Nesse quesito posso dizer que nem melhorei, estacionei, não fui pra frente nem voltei. Vocês me entenderam né, serumaninhos?

Ah, Serhumaninhos, serumaninhos, estamos uma merda hein!? Chega a me encher os olhos d'água o quanto a empatia anda sumindo de muitos corações, ou pior, nem sequer existindo. Não vou explanar tudo o que eu penso sobre certas coisas que vem me entristecendo profundamente porque esse post pareceria mais um divã do que um texto reflexivos sobre metas malucas de 2 anos atrás.

14. Mais feliz e tudo mais que eu quiser ser.

Acho que no fim o que queremos quando desejamos algo e fazemos listas é a felicidade e o que mais viemos fazer nesse mundo senão lutar diariamente com unhas e dentes pra ser feliz?

2016 - Ctrl C + Ctrl V ^_^.


Um  Abraço ^_^

9 de agosto de 2015

Beda #06 - { Passou no RotaRoots 02 } Sobre o dia que eu comecei de novo do 0 ♥

Aproveitando que estou participando do BEDA, vou colocar em dia os temas da blogagem coletiva dos meses que eu não participei no grupo amorzinho ROTAROOTS do facebook.



Todo mundo nessa vida já passou por momentos em que  teve que recomeçar do zero, eu já recomecei varias vezes, cursos, histórias, o próprio blog,  a introdução desse texto...
Acho que a vida é feita de  grandes recomeços e encerramentos, onde tudo se abre para uma nova fase...

Acho que um grande recomeço na minha vida foi quando eu sai do ensino médio, essa fase posso chamar de céu e inferno facilmente.

Adolescência pode ser  a melhor ou pior fase da vida de alguém...A minha foi uma mistura dos dois e naquela época eu não tinha a cuca de hoje e não enxergava as partes boas de ser eu há uns 10, 13 anos atrás.

Eu passava por tanta coisa com as quais eu não sabia lidar, tantas coisas que me fizeram pensar que por mais que eu tentasse eu não seria boa o suficiente, tantas coisas que pouco ou muito influenciaram na pessoa que eu sou hoje, bem ou mal - fazendo um breve balanço a respeito - eu precisava passar por isso e me fazer uma pessoa melhor,  apesar de tudo.

Meu pai tinha problemas com a bebida, não era alcoólatra, bebia porque gostava, mas ele não era daqueles tipo de pessoa que bebia e fica sossegado  de buenas como diz minha amiga Day, ele trazia o inferno pra dentro de casa,  chegava brigando, agredindo e ofendendo verbalmente minha mãe, lembro como se fosse ontem da primeira situação que eu identifiquei como briga e o quanto  isso me desesperou e me fez pensar  coisas horríveis, me fez  ter  medo do meu pai, eu tinha 5 pra 6 anos, e 21 anos depois essa cena não sai da minha cabeça, depois dessa teve outras dezenas que não cabem nos dedos das minhas duas mãos. Em todas elas eu estava presente, em todas elas eu ficava horrorizada e me sentia super impotente, mas para não ser mas um problema pra minha mãe eu fingia que estava tudo bem, e talvez estava porque apesar de tudo eu tive uma infância maravilhosa, eu era bem pé de barro rsrsrs, brincava que nem moleque, tinha vários amigos que viraram pouquíssimos com o passar do tempo, mas ainda assim amigos, quando cheguei na minha pré-adolescência, a situação ainda era a mesma em relação ao meu pai, nada tinha mudado, eu  estava crescendo e tomando nota da situação em maior grau de entendimento e assim sendo eu fui experimentando em paralelo todas as situações da pré-adolescência e adolescência, primeiro amor, primeiro fora, primeira treta, bulliyng, inseguranças, primeiro namoradinho rsrs,  autoconhecimento, primeiro blog.

Acho que essa parte da vida define muito do que vem depois, nossa personalidade, nosso jeito de lidar com as diversas situações que aparecem em nossas vidas, eu chamo essa fase de vidafobia, eu simplesmente não sabia lidar com as situações, eu não comprava briga com o que eu acreditava, mesmo sabendo que era o certo para aquele momento, eu tinha medo das minhas opiniões, eu guardava todas para mim, sempre achava que qualquer coisas que saísse da minha boca não valia nada...Eu me sentia inútil na vida, eu não tinha expectativa de nada, não tinha ninguém pra dizer que eu valia a pena, porque eu não falava com ninguém sobre como eu me sentia, a minha volta era normal ter  pessoas muito, muito, muiiito próximas me dizendo a todo o tempo o quanto eu não servia pra nada.

Nessa época eu realmente cheguei a acreditar que não servia pra nada, que eu era um saco de batatas que respirava, o que influenciava super diretamente na minha autoestima, fazendo eu me enxergar sempre feia, sempre abaixo das outras meninas da minha idade, sempre  um passo a menos que os demais, me sentia toda errada.

Eu era zoada na escola e não me defendia, quase concordava com o que era dito sobre mim, por fora nem ligava e por dentro me sentia morta, intimidada, injustiçada, porque eu não tinha feito nada para essas pessoas fazer e falar o que faziam e falavam comigo, de mim.

Mas também foi uma das fases que eu me apeguei com Deus, que frequentei diversas igrejas e descobri que eu poderia encontra-lo em cada pedacinho de mim, em cada uma das minhas atitudes se pensadas com amor, independente da construção de concreto erguida em Seu Nome, e parei de ir às igrejas, rsrs, mas não larguei minha fé Nele.

O ensino médio passou, as feridas cicatrizaram, os problemas em casa estavam longe de se resolver, mas eu já tinha uma visão melhor da vida, comecei a fazer um curso de Comunicação Visual que abriu meus horizontes e antecipou meu caminho rumo a faculdade de publicidade e propaganda que eu faço hoje – (em um outro post eu conto como escolhi minha profissão ^_^ ) e acho que foi aqui que eu tive meus diversos recomeços e conclusões:

► Acredito que o tempo é o melhor remédio pra certas coisas sabe!? O tempo passou e as coisas melhoraram bastante, meu pai parou de beber, e a minha vida melhorou em praticamente em todos os aspectos e eu aprendi muitas coisas:

Que a fase do colégio passa;

Você não pode limitar suas possibilidades, mesmo que as pessoas a sua volta digam o contrário;

Tudo na vida tem o seu tempo certo de acontecer, e isso quer dizer que certas coisas podem não acontecer no mesmo ritmo da música, talvez essa música ainda não seja a “sua” música,   rsrs. Confuso, mas faz sentido, vai por mim!

Às vezes nós somos nossos próprios inimigos, saber quando estamos nos sabotando é fundamental, não fazemos isso porque queremos apenas não identificamos;

♣ Quando não temos com quem conversar em determinada situação, converse com Deus a linha dele sempre atende;

Ter medo da vida faz você  perder pequenos grandes momentos, que podem refletir no que você é hoje;

Na nossa adolescência temos a tendência de engrandecer situações que não são tão grandes assim, por justamente não ter a mínima noção das coisas, sério, depois que a gente ‘cresce’ – eu tenho 1,50, não cresci tanto assim – em certos momentos de reflexão a respeito do passado, você vai se sentir, muito, mas muito idiota rsrsrs;

A Vida é uma caixinha cheia de surpresas e de clichês, alguns deles maravilhosos, outros nem tantos, mas todos te proporcionaram grandes aprendizados.

Finalizando, a vida é um presente e devemos desfruta-los como tal, sei que nenhuma história é igual a outras, e que muitas histórias de vida são ruins, sem oportunidades para serem melhores, mas para aquelas que tem oportunidade de mudança:
Don’t Worry, Beee Happy  ♬ ♪ ♫
Beijinhos



8 de agosto de 2015

Beda #05 - { Passou no RotaRoots 01 } - Bandas do Passado que traria de volta para o presente ♥

Aproveitando que estou participando do BEDA, vou colocar em dia os temas da blogagem coletiva dos meses que eu não participei no grupo amorzinho ROTAROOTS do facebook.

Eu não sou a pessoa mais musical do universo, mas tenho minhas bandas/artistas preferidas, sem muita ousadia, confesso. Na verdade eu não me apego a nenhum estilo, se eu gostar da música, independente do estilo eu escuto – exceto funk – né???

Sabe, eu sinto um tiquinho de inveja dessas pessoas que gostam loucamente de alguma banda/artista.

A única vez que fui extremamente fã de um artista, de colecionar coisas a respeito dele, ter uma pasta repleta de recortes de revista foi o Reinaldo Gianechini, na época da estréia ~ e que estréia ~ dele na novela Laços de Família e eu devia ter uns 13,14 anos por aí!
A paixão foi tanta que depois que passou eu dei tudo pra uma das minhas melhores amigas na época, cabô o amô, rsrsrs!


Mas pensando na proposta do post, uma banda que eu iria gostar de ouvir hoje em dia tocando nas rádios, ver meninas se descabelando em porta de hotel, participando de especiais do Fantástico na turnê deles pelo Brasil seria...tchan, tchan, tchan, tchaaan...

Westlife

“Westlife era um grupo pop irlandês formado em 3 de julho de 1998, seus integrantes eram originalmente Shane Filan, Mark Feehily, Kian Egan, Nicky Byrne e Brian McFadden, esse último deixou a banda em 2004.” (Wikipédia).

 Já dá pra saber qual era o meu favorito! 
Na minha adolescência eu não via a hora de assistir aos videoclipes deles quando passava na MTV, mas minha paixão por eles parava por aí, não colecionava nada deles, só gostava de ouvi-los mesmo, e tinha música deles na época que assim como o sabor do Baballoo durava horrores, grudava na minha cabeça e custava a sair. If a let you goooo...

Dá o play:




♥♥♥ Minha favorita ♥♥♥



Lembrar deles me faz pensar em  como naquela época ouvir música e ser adolescente, era muito mais legal, rsrs!

Saudades!





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